FIRA-ME O JUSTO

Por Luciano Subirá


Lembro-me de uma experiência inusitada, no ano de 1995, e que me serviu para esclarecer bastante esse princípio que quero abordar aqui. No fim de um culto abençoado, o Senhor começou a se mover entre nós e eu estava muito à vontade para fluir no Espírito. Recebi de Deus algumas palavras proféticas e as comuniquei às pessoas a quem eram dirigidas. Não o fiz de púlpito; preferi descer e ir até cada uma delas e lhes falar algo da parte do Senhor.

Quando voltei à plataforma, Deus me deu uma visão interessante com uma irmã que também tinha ido à frente, durante o apelo. Eu a vi com uma trombeta de ouro em sua mão direita para tocar, mas no momento em que o fazia, refletindo insegurança, ela punha a mão esquerda na frente do instrumento, reprimindo assim seu som.

Enquanto eu refletia, tentando entender o significado do que Deus me mostrava, pois entendo que muitas visões são simbólicas, o Espírito trouxe uma clara impressão no meu íntimo: “Ela tem uma mensagem da minha parte, mas está insegura e com receio de falar. Vá a ela e diga que fale a minha palavra!”

Prontamente fui até a irmã e lhe disse o que o Senhor havia me dito. Encorajei-a a falar o que havia recebido. Ela, muito impressionada, olhou diretamente nos meus olhos e falou: “É verdade, pastor, e esta irmã ao meu lado é minha testemunha de que Deus me deu uma palavra. Eu estava receosa de entregar, mas agora sei que realmente devo fazê-lo. E a mensagem que o Senhor me deu é para você!”

Eu quase caí de costas! Ela, com muito amor e carinho, disse-me que seu receio se dava ao fato de não se ver no direito ou posição de tentar me instruir, pois eu tinha autoridade sobre a vida dela, e não o contrário. Mas ela me via errando em relação a uma Palavra de Deus que eu havia recebido por ocasião do meu estabelecimento no ministério, e, de fato, Deus a usou para que eu consertasse algo em minha vida!

Depois disso comecei a pensar comigo mesmo e a achar até divertido o ocorrido. Deus me pegou de jeito! Eu não tinha como não ouvir aquela irmã depois da palavra que lhe dei! Então fiquei pensando na burocracia toda da coisa. Dizia para Deus: “O Senhor não podia ter falado direto comigo sobre o assunto? Por que me falar que outra pessoa tinha uma mensagem, para no fim a mensagem voltar para mim mesmo?” E em meio a este questionamento, o Senhor me disse que queria me ensinar a ouvir outros, a me deixar ser corrigido quando necessário… e jamais me esqueci disso!

Veja algo tremendo que a Palavra de Deus declara acerca da correção:

“Fira-me o justo, será isto uma benignidade; e repreenda-me, isso será como óleo sobre a minha cabeça; não recuse a minha cabeça…”  (Salmo 141.5).

Fonte: O orvalho

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