SAÍ DO SISTEMA RELIGIOSO, E AGORA?



2 Tessalonicenses: 3.6

"Mandamo-vos, porém, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo o irmão que anda desordenadamente...".


Essa preocupação não inquieta apenas a alma dos "desinstitucionalizados" — aqueles que escolheram viver em Cristo e unicamente para o próximo. É natural que quem ainda está inserido no sistema já tenha cogitado abrir mão do ruído gospel em busca de uma comunhão autêntica e silenciosa. No entanto, ao vislumbrar a vida fora das bolhas, muitos recuam, rendendo-se à falsa segurança que a religião institucionalizada oferece.


Ao longo de anos, conheci comunidades cristãs admiráveis, mas também observei a complexidade das seitas evangélicas. Em ambos os lados, encontrei pessoas sinceras que, por ignorância, atrelaram sua intimidade com o Senhor a um sistema de crenças.

Essa "anexação" é a estratégia favorita dos "donos de igrejas" para prender adeptos. Você, provavelmente, já ouviu frases como: “foi aqui que recebi meu chamado” ou “neste lugar tive minha primeira experiência". Mas pense bem: por que Paulo não ergueu um templo na estrada de Damasco? Se Pedro tivesse guardado a rede da pesca maravilhosa, ela teria poderes mágicos? O que é sagrado: a ferramenta ou Quem a usa?


Se você se desligou do sistema, parabéns e, ao mesmo tempo, sinto muito.

Parabéns: Se você for, de fato, uma vida regenerada.

Sinto muito: Se você apenas cumpria protocolos. Se não conhece a Cristo, é melhor voltar ao sistema antes que o prejuízo seja maior.

O que retém muitos nas “quatro paredes” é a carência de identidade. Ao saírem, perdem a referência, as máscaras caem e o destino costuma ser o "ateísmo religioso", tão em alta nos debates de redes sociais.

Para o cristão genuíno, o caminho é o "método paulino": ir para a Arábia (com o devido perdão da piada). Por outro lado, a desintoxicação é coisa séria. Você pode iniciar orando e abandonando os "paroleiros" de plantão, inclusive os de internet.

O verdadeiro detox é mergulhar nos clássicos. Leia obras "sem coleiras", como O Fator Melquisedeque de Don Richardson; Cidade Antiga de Fustel de Coulanges; Os Grandes Iniciados de Édouard Schuré (…). Autores celebrados como  Dostoiévski, Chesterton, C.S. Lewis, até mesmo, Schopenhauer, Nietzsche (...). Esses livros promovem um desmatamento mental, tirando você de uma obesidade religiosa e levando-o à saúde espiritual.


A vida cristã é simples. O culto é em espírito e verdade. No trabalho, na escola ou no lar, oferecemos nossos corpos como sacrifício vivo. O nosso tempo, os dízimos e os serviços prestados são consagrados à nossa família e ao próximo, não à manutenção de empresas religiosas.

Agora, você pode finalmente evangelizar sem alienar ou explorar. Você saiu do sistema. E agora? Viva Cristo!


Por Daniel Santos 

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