DELE, POR ELE E PARA ELE
Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém (Rm 11:36).
Por meio de digressões e alegorias, Paulo nos apresenta um texto onde a equidade do Eterno, entre judeu e gentil, foi claramente estabelecida. Se o contexto maior exibe fortes traços do plano soteriológico, é justo que trabalhemos este salmo conclusivo enaltecendo as "Pessoas" que, continuamente, percorrem o caminho da graça.
Na interpretação de uma doxologia é comum que alguns criem, através dela, outra doxologia. Bruce (2002), por exemplo, nos presenteia com uma: "Dele todas as coisas procedem; por meio dele todas as coisas existem; a Ele todas as coisas retornam". Do mesmo modo Moody (2019) afirma que: "Paulo atribui glória a Deus para sempre, ao Deus que é a Fonte, o Sustentador, e o Alvo de todas as coisas". E segundo as lentes do reformador Calvino (2014) o hino está enaltecendo a suficiência de Deus: "O apóstolo nos mostra quão longe estamos de ser capazes de vangloriar-nos, contra Deus, de algum bem que porventura seja propriamente nosso, visto que fomos criados por Deus, a partir do nada, e agora o nosso mesmo ser depende dele. Disto ele conclui ser justo que nosso ser seja orientado para sua glória".
Todos os dias as inferências vão surgindo, a igreja, de contínuo, anelante e o texto mais vívido do que ontem.
DELE
O plano redentivo é uma realidade, apesar de não ter, ainda, alcançado a muitos. Quem está inserido nessa experiência sabe que não emanou de sua natureza, habilidades e méritos. Todavia reconhece que esse fenômeno é uma dádiva e tem um Dono, ou seja, é possível vê-la no pronome possessivo "Dele". Wesley (2000) nos diz que se regeneração existe, é porque tem um Criador, alguém que desde a eternidade arquitetou.
POR ELE
Assim como todo projeto exige alguém que o execute, Jesus pelo seu evangelista João (3:16 - NVI) nos informa que Deus amou tanto o mundo que, não somente elaborou a sua aliança salvífica, mas enviou o Seu Unigênito para que creiamos e não pereçamos em nossas ofensas. Por Ele, a salvação de Deus pôde ser executada. Cefas (At 4:12 - NVI), de modo lúcido, frisa que "E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos". Em Cristo se esgota toda a possibilidade de redenção.
PARA ELE
Consoante a essa eleição e a esse resgate o processo de santificação, por mais que queiramos, não provém de nossas penitências. Para Ele, isto é, para O Espírito Santo foi dado o papel de Consolador. Ele é responsável por nossa entrada triunfal nas mansões celestiais. Os nossos cultos, orações, louvores e renúncias só serão aceitos se assim o Espírito conceber. Muitos espíritos podem nos levar a diversos rituais, no entanto, só O Espírito Santo testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus (Rm 8:16). Sendo filhos, partilhamos a mesma mesa.
Levando-se em consideração esses aspectos, compete a nós glorificarmos ao Deus trino por sua suficiência. Saber que tudo depende Dele, e que, o que fazemos, o fazemos Nele e para Ele. E isso é de certa forma muito confortador. Pois nos dias da adversidade, quando as forças se esvaem e a única coisa que temos são as lágrimas, é Dele, Por Ele e Para Ele todas as coisas. Glória ao Pai, Glória ao Filho, Glória ao Espírito Santo Amém!
Por Daniel Santos

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