IGREJA, SISTEMA RELIGIOSO E INSTITUIÇÃO RELIGIOSA



Rolando o polegar em uma rede social qualquer, percebi que, ainda nestas eleições, há um partido político que continua o queridinho das igrejas, embora essa devoção tenha diminuído um pouco. O motivo pelo qual as mídias usam o termo “Igreja” para classificar os discípulos de Cristo já denota a violenta ignorância com relação ao seu significado.

Não é a Igreja que se envolveu com a política brasileira, e sim instituições religiosas cujos donos temem o futuro de seus empreendimentos. Você sabe que a instituição religiosa é um grande negócio porque os adeptos são, ao mesmo tempo, funcionários não remunerados, produtos e patrocinadores. Aos donos das instituições, cabe apenas administrar e desfrutar dos recursos financeiros e das bajulações.

O simples fato de falar “igrejas” incorre em erro. Não existem igrejas, mas Igreja, no máximo, membros de um corpo místico constituído por almas alcançadas (por Cristo, e não por sistemas) e remidas pelo Crucificado.

Há uma leviana confusão entre Igreja, sistema religioso e instituição religiosa. A Igreja são almas que têm o Cristo Histórico (não se trata do mitológico e tampouco do religioso) como Senhor e padrão; o sistema religioso é uma mentalidade; e as instituições religiosas são ferramentas legalizadas que podem ser usadas para diversas atividades, inclusive para manipular as massas desatentas.

É possível que haja membros da Igreja dentro das instituições. Em questão de tempo, esses membros as deixarão. Por quê?

Assim como uma instituição religiosa, um galho de árvore ou um prostíbulo podem ser instrumentos para o alcance de uma alma, há nessas instituições um proprietário — que atende pelo título de pastor — movido por seu sistema religioso, que cedo ou tarde colocará sua coleira em seus adeptos. Para um discípulo do Cristo Real, isso é inadmissível.

Eu sei que nem todos os que saem das instituições religiosas são discípulos do Senhor. Boa parte são ímpios: atores que, por inclinações promíscuas, fingiram por muito tempo uma falsa piedade.

O servo não busca títulos, regalias e muito menos resolver suas crises existenciais; o servo serve, apenas serve! É por esse motivo que o servo despreza as promoções, os holofotes e as coleiras.

Concluindo…

A Igreja não é lulista, bolsonarista ou algo do gênero. Ela ler históricos, percebe intensões analisa fatos e cumpre com seu dever cívico. Não tem partido político, não endeusa candidatos e jamais adentra os porões de qualquer poder. Terno, gravata, templos, denominações, placas nas entradas das instituições religiosas, música gospel, ruídos e Bíblia na tribuna de pregadores não são a Igreja!

Por: Daniel Santos 



2 comentários:

  1. Perfeito! É importante diferenciar a igreja mística com a instituição religiosa e do sistema religioso que é uma mentalidade cauterizada.

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